|
|
A DANÇA DO VENTRE
Na
dança do ventre, o corpo ondula, as mãos floreiam, os olhos
brilham e o coração, em harmonia com a alma, Dançam.......
Dançam ao ritmo de sons e músicas antigas, conhecidas e
apreciadas pelos nossos antepassados. Esta é a música árabe
que seduz, contagia, e aos gestos da bailarina demonstra, em sua dança,
a perfeita sintonia entre seu corpo e sua alma.
Pode-se dizer que a Alma se reflete em gestos, cores e luzes e esse reflexo
torna-se o espelho da bailarina. Neste espelho as cores, luzes e gestos
misturam-se, envolvendo a todos que se dedicam a este ritual divino. O
Ritual da Dança do Ventre traz o descobrimento do oculto, de verdades
escondidas na Alma, cultivando e resgatando os segredos da feminilidade,
o que há de mais profundo e eterno. Redescobrir isso significa
a alegria e o prazer de VIVER, libertando-nos de pré-conceitos
estabelecidos e tidos como verdade num mundo de aparências que vivemos.
Redescobrimos o prazer da vida, em seus momentos alegres e mesmo em seus
momentos tensos, pois muitas vezes deixamos de viver um grande dia feliz,
trazendo em nossa memória momentos que não mostraram-se
tão tranqüilos como gostaríamos. Valorizar a energia
que nos mantém vivos e alegres acima daqueles que devem se tornar
passageiros e professores de nossa evolução.
A cultura egípcia traduz todos estes momentos na Dança do
Ventre, pois Ventre significa fertilidade e vida, vida representa energia,
e a dança do ventre é a pura liberação desta
energia que circula e reenergiza, estruturando e aliviando em perfeita
harmonia o corpo físico, o mental e espiritual.
As pessoas devem saber de nossa disciplina, dedicação e
conhecimento. No Egito, a boa bailarina, deve ser séria e profissional,
deve ser mulher forte, artísta, deve ter paixão e expressividade.
Clique no botão abaixo para ver o código
de ética

Dança
da Espada
Num passado muito distante os grandes senhores da Turquia buscavam nos
mercados de escravos o mais precioso símbolo de Status, as bailarinas
orientais. A vida majestosa dos palácios trazia consigo a tristeza
da prisão para estas bailarinas, muitas submetiam-se de forma passiva,
mas outras, em sua grande maioria, enfrentavam seus senhores com a simbólica
dança da espada.
"Tu tens comando sobre minha vida, manténs minha cabeça
sob o domínio de
tua espada, porém meu espírito é e sempre será
livre!"
Faziam isto equilibrando a espado sobre sua cabeça.
A
Dança com Véu
É uma das danças mais sensuais da cultura egípcia.
O Véu é a representação da Alma feminina,
suave, sensual, carinhoso e protetor...........em países do Oriente
Médio, mais precisamente no Egito, acredita-se que o Véu
é a materialização da Alma Feminina.
Dança
do Bastão ou Bengala
Essa dança foi inspirada no TAHTIB. Tahtib é uma dança
masculina, onde os homens se enfeitavam lembrando pavões e simulavam
uma luta entre si, usando esta dança para mostrar sua força
e postura, desviando-se dos golpes ao ritmo da música. Os homens
usavam bastões ou bengalas para tanger o rebanho e também
como defesa pessoal. O ritmo usado para a dança do Bastão
é o SAID, que teve sua origem na região que recebe seu nome
no alto Egito.
Na dança feminina a força é sublime e a graciosidade
é sua principal característica. O Bastão ou Bengala
é usado para emoldurar os movimentos e gestos adotados para este
ritmo de dança, podendo até simular uma luta, porém
utilizando-se da sensualidade e graciosidade de uma bailarina.
A Dança do Punhal
Tem
sua origem na Turquia, mais precisamente na vila dos CIGANOS.
Por volta dos séculos XVI e XVII, as mulheres russas e italianas
eram raptadas pelos ciganos por serem muito vistosas e bonitas. Por este
motivo eram disputadas pelos homens para que posteriormente fossem desposadas.
Depois de cada disputa o punhal era enterrado. Esta prática tinha
o objetivo de descarregar as energias negativas de seu proprietário.
As ciganas usavam este ritual para disputar os seus pretendentes, o punhal
indicava a disponibilidade da dançarina perante o homem desejado.
Cada gesto usado com o punhal possui sua própria simbologia e significado.
Dança das Velas.
Esta
dança é tradicionalmente apresentada em casamentos egípcios,
onde a dançarina conduz o cortejo do casamento levando um candelabro
na cabeça ou taças nas mãos com velas acesas.
Desta forma procura iluminar o caminho do casal de noivos como forma de
reforçar o voto de felicidades para sua união.
Dança das Flores
Realizada
na época da primavera, quando as camponesas egípcias iam
trabalhar na colheita das flores. Para amenizar o trabalho, elas cantavam
e dançavam. Mais adiante se tornou uma dança comum nas festas
populares. Enquanto dança, a bailarina entrega as flores de seu
cesto aos espectadores.
As Ghawazee também realizam a mesma dança, também
conhecida como Dança do Cesto. Neste caso, a dançarina acrescenta
algumas características próprias, como equilibrar o cesto
de flores na cabeça, mexer suas saias (rodadas) enquanto dançam,
prender uma flor entre os dentes, por exemplo.
Dança dos Sete Véus
O véu tem importante simbologia nas danças orientais, e
seus giros lembram ao ritmo da criação. A dançarina
se entrega ao movimento. E o véu, extensão de sua aura,
se expande, levando a luz.
É a mais famosa das danças, a dança dos sete véus,
sendo o mais antigo ritual primitivo. Embora muitos achem que é
uma versão antiga do strip-tease, a dança não pende
para este aspecto e não tem caráter erótico.
Era praticada pelas sacerdotisas dentro de templos para a Deusa Egípcia
Ísis. Cada véu corresponde a um grau de iniciação
e revelam os sete degraus de ascensão espiritual. Os véus
também estão associados aos 7 chakras corporais, as 7 cores
do arco-íris e aos 7 planetas. A retirada de cada véu representa
a exaltação da quantidade pessoal da bailarina e a dissolução
dos aspectos negativos da mesma.
As 7 cores são: Vermelho (básico), Laranja (esplênico),
Amarelo (Plexo solar), Verde escuro (cardíaco), Azul turquesa (laringeo),
Azul celeste (frontal), Lilás (coronário).
Khaliji
Dança típica dos países do golfo pérsico.
As bailarinas usam amplos vestidos bordados de tecido fino. Suas principais
características são jogadas de cabelo e o movimento dos
pés e ombros.
BENEFÍCIOS DA DANÇA
Os movimentos sensuais e ondulantes da dança do ventre, não
se limitam apenas às apresentações em casas de chá
ou restaurantes. A sua prática tem sido usada hoje como uma terapia
capaz de superar bloqueios emocionais e corporais, de revigorar a sexualidade
e de fortalecer a auto-estima. Os benefícios não param aí,
como o movimento que parte do ventre mexe com o corpo inteiro, todos os
músculos são alongados e enrijecidos, e os órgãos
internos massageados, além de atuar diretamente sobre o sistema
reprodutor feminino, ou seja, age sobre a fertilidade, o parto e a recuperação
pós-parto. Mas esta dança milenar criada pelas sacerdotisas
egípcias há sete mil anos, tem como tarefa principal proporcionar
o renascimento da própria feminilidade. Para alcançar esse
objetivo é preciso desenvolver o contato subjetivo com nossos sinais
corporais e passar por um processo de transformação pessoal.
Parece estranho que uma dança repleta de roupas espalhafatosas
e coloridas, com véus esvoaçantes e muitos acessórios
como braceletes e pingentes, possam trazer à mulher vantagens tão
sublimes. Mesmo porque, essa imagem de odalisca é muitas vezes
vista com tom caricatural, e até mesmo associada ao erotismo vulgar.
Em meio à essa deturpação construída pela
mídia e pelo modismo, há sinais de profundo auto-conhecimento.
Para muitas mulheres, pode ser extremamente difícil sentir-se feminina
vestindo-se como odalisca. Os primeiros dias de aula podem parecer torturantes,
muitas se acham ridículas com aquelas vestes e sentem enormes dificuldades
de fazer os requebros sinuosos com o ventre, os seios, pescoço,
mexer braços graciosamente e para piorar, lançar olhares
sensuais e quentes, a música árabe pede. Esses são
os principais motivos pela qual muitas das novas adeptas, desistem antes
de completar um mês de aula. Poucas sabem que a maneira mais tradicional
de trabalhar a auto-estima ocorre quando a mulher começa a se ver
de saia, toda pintada e a observar todas as partes de seu próprio
corpo. As iniciantes chegam tímidas e com muita vergonha nas salas
de aula, e as transformações só acontecem quando
a mulher reconhece as suas qualidades antes escondidas nas profundezas
do inconsciente. Neste sentido a dança abre as portas da auto-estima.
Quem dança deve estar solta e querer manifestar a sua vida e a
sua alegria de viver, passar aos que aassistem, todo valor existente no
interior de toda a mulher: graça, simpatia, meiguice e a sutileza
tão própria do sexo feminino.
Não é raro ver gordinhas, barrigudinhas e magrelas saracoteando
felizes e soltas ao ritmo da música árabe, uma vez que esta
nos envolve e contagia nos deixa tomada de uma embriagues sadia e até
com cheiros e aromas típicos do povo e da cultura árabe.
Todas elas acabam por descobrir seu charme, sua simpatia, o brilho de
seu olhar, seu magnetismo, sua doçura e a SUA DEUSA INTERIOR.
Outro grande desencadeador de mudanças é o movimento ondulante
do corpo, que resgata o libido feminino. Quando uma bailarina fica em
pé, todos os movimentos concorrem para torná-la uma coluna
ondulante, UMA CHAMA. A labareda não cresce de baixo para cima
feito uma serpente que se ergue...
Pois esta chamuscante dançarina se transforma na expressão
da força sagrada que tudo transmuta e purifica: O FOGO.
CABEÇA E OLHOS, trabalha com músculos orbitais e alongamento
do pescoço (representa a serpente que hipnotiza) corrige a postura,
conferindo elegância e elevando os seios;
MÃOS, PULSOS, BRAÇOS E OMBROS, mexe com as articulações
e tendões, trabalha a força das mãos, deixando-as
com movimentos mais elegantes e sutis, ajuda a prevenir a tendinite, pulso
aberto e artrose ( as mãos representam a extensão do coração);
modela ombros e braços, dando contornos mais definidos;
TRONCO, SEIOS E TÓRAX, deslocamentos de troncos com movimentos
de seios, trabalham a respiração, massageiam a coluna vertebral
e melhoram a postura (simbolizam as emoções do coração
e da alma);
QUADRIL, ABDOMEM, PÉLVIS E GLÚTEO, alongam órgãos
internos, massageando-os, elimina tensões excessivas de modo natural
e revitalizante. Elimina dor menstrual, auxiliando nas fases pré-natal
e pós-parto. Fortalecem e enrijecem o ventre, trabalhando os abdominais
e definindo barriga, afina a cintura, arredonda e enrijece quadril e glúteos
(a simbologia do ventre é a própria expressão da
fertilidade, que gera a vida);
COXAS, PERNAS E PÉS, tonifica as pernas definindo os músculos,
reforça a musculatura da panturrilha, acalma tensão muscular,
trabalha equilíbrio e postura (a representação dos
pés descalços da dançarina é o contato com
a Deusa-mãe, com a nossa mãe terra, de onde emanam diversas
energias).
|